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Criada no Senado frente de apoio para combater a corrupção

Senadores de vários partidos da base estão se revezando nos apartes ao discurso do senador Pedro Simon (PMDB-RS) , que lançou nesta segunda-feira a frente suprapartidária contra corrupção e impunidade de apoio à faxina da presidente Dilma Rousseff. Simon lembrou que o movimento das Diretas Já começou com meia dúzia de pessoas, e depois ganhou o país contra uma ditadura. Os senadores chamaram de "segunda feira cívica", conclamaram a todos a integrar uma frente não de alinhamento automático à presidente Dilma, mas para apoiá-la a continuar a limpeza e combate à corrupção, sem se render a chantagem dos partidos atingidos.

Simon pediu que todos os líderes tenham humildade de dialogar com Dilma, sem chantagens, para que ela possa continuar o processo de combate a corrupção no governo. Mas pediu também que a presidente saiba manter o diálogo, sem truculência, sem impor decisões de cima para baixo.

- Nossa presidente tem que ter um pouco mais de gentileza, sem dar ordens de cima para baixo. Ela tem que dialogar com a gente, conversar, sentar junto para encontrar uma saída - pediu Simon, dizendo que esse é um momento de transformar um limão em limonada.

- Essa não é uma sessão normal de segunda-feira, é uma sessão diferente. Hoje toda a sociedade quer justiça, ética e dignidade. Que a presidente leve firme adiante essa decisão. Presidente, apure o que tem que ser apurado com grandeza, seriedade, magnitude, espírito republicano, mas continue! - pediu Simon.

Muitos senadores apoiaram o início do movimento contra a chantagem da base rebelada que se nega a votar.

- Pelo menos aqui no Senado a presidente Dilma não vai ficar refém ou vítima de dificuldades. Eu apoio o movimento pela frente suprapartidária de combate à corrupção e impunidade - discursou Mozarildo Cavalcanti (PMDB)

- A presidente Dilma foi eleita legitimamente e está enfrentando um dos maiores males desse país, que é a impunidade e a corrupção. Estou disposta a participar dessa frente. Não é um alinhamento automático, mas um apoio político para que não fique refém das forças que não querem a moralidade - disse Ana Amélia (PP-RS).

Também falou Marcelo Crivela (PRB-RJ) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).

- Não sendo alinhamento, queremos sugerir algumas coisas que ela deve fazer. Não queremos que fique só na faxina. É hora da presidente chamar para conversar pessoas que não querem indicar nenhum cargo. Porque nos últimos governos, presidente só chama quem quer indicar cargos ou liberar emendas. Chame para conversar quem quer colocar o Brasil em primeiro lugar e quem quer que esse país não queira mais corrupto no governo - disse Cristovam Buarque (PDT-DF).

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/08/15/simon-lanca-frente-suprapartidaria-contra-corrupcao-impunidade-em-apoio-dilma-925132843.asp#ixzz1VD4dCNhA
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Fonte: O Globo

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