Foto: Reprodução CMVC
Vereadora do Republicanos diz não integrar grupo da prefeita Sheila Lemos e garante apoio partidário para disputar vaga na Assembleia Legislativa.
As declarações da vereadora Dra. Lara Fernandes (Republicanos) sobre sua pré-candidatura a deputada estadual repercutiram intensamente nos bastidores da política conquistense. Em entrevista ao Blog do Giorlando Lima, a parlamentar reafirmou sua independência em relação ao grupo da prefeita Sheila Lemos, mesmo tendo o marido, o vice-prefeito Dr. Alan Fernandes, alinhado ao projeto da gestora.
A polêmica começou quando Dra. Lara reiterou que não faz parte do grupo da prefeita, embora Alan apoie Wagner Alves pela unidade da base governista. “Não sou do grupo da prefeita, meu marido é, e não pode rachar”, afirmou a vereadora, destacando que sua candidatura não é improvisada.
Ela rebateu críticas de que estaria recuando ou lançando novidade, lembrando que o anúncio oficial ocorreu em junho, no gabinete da prefeita. “Tenho um compromisso firmado com Márcio Marinho para compor chapa com ele”, disse, reforçando o apoio do Republicanos à sua pré-candidatura.
Na entrevista ao Blog do Giorlando Lima, Dra. Lara também chamou de “desavisados” aqueles que questionaram a legitimidade de sua decisão. Segundo ela, sua trajetória é marcada pela independência e pela defesa de posições próprias, mesmo quando divergentes das de seu marido.
Nos bastidores políticos, a fala foi interpretada como sinal de distanciamento dentro da base da prefeita Sheila Lemos.
Na oposição, coincidiu com gestos de aproximação de vereadores ao governador Jerônimo Rodrigues, ampliando a percepção de rearranjos políticos na cidade.
Entre analistas, a candidatura de Lara pode atrair setores conservadores e religiosos, fortalecendo sua posição no cenário estadual.
A entrevista consolidou a imagem de Dra. Lara como uma liderança autônoma e estratégica, capaz de se posicionar fora da lógica tradicional de alianças familiares. Sua postura abre espaço para novas articulações e reforça que, em Vitória da Conquista, as alianças políticas não se confundem com vínculos pessoais.


