A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) confirmou nesta quinta-feira (19) os dois primeiros casos de Monkeypox (Mpox) registrados no estado em 2026. Um deles ocorreu em Vitória da Conquista, no Sul da Bahia, e o outro foi identificado em Salvador, em um paciente que veio de Osasco, São Paulo.
Em Vitória da Conquista, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a paciente é uma mulher entre 30 e 39 anos, residente em outro município da região. Ela foi internada no Hospital Geral da cidade em 5 de fevereiro, apresentando lesões vesiculares e crostas na pele. Além disso, testou positivo para catapora, mas exames laboratoriais confirmaram o diagnóstico de Mpox. A paciente permanece em isolamento e responde bem ao tratamento.
O órgão municipal ressaltou que o caso está sendo acompanhado de perto e que todas as medidas de vigilância e controle previstas nos protocolos sanitários estão sendo aplicadas para proteger a população.
Situação nacional
Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o Brasil já contabiliza 47 casos de Mpox. A maioria está em São Paulo (41), além de registros no Rio de Janeiro (3), Distrito Federal (1), Rondônia (1) e Santa Catarina (1). O painel de monitoramento do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (Nies) aponta que São Paulo já soma 44 casos, e Porto Alegre confirmou recentemente um paciente, elevando o número nacional.
Sobre a doença
A Mpox, inicialmente chamada de “varíola dos macacos” após ser identificada em primatas em 1958, teve o primeiro caso humano registrado em 1970, na República Democrática do Congo. Em 2022, uma variante se espalhou rapidamente, atingindo mais de 100 países.
Causada por um vírus semelhante ao da varíola humana, a doença provoca lesões bolhosas que evoluem para crostas. Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem em poucas semanas, mas complicações podem ocorrer, como infecções de pele, pneumonia, alterações neurológicas e problemas oculares que podem levar à perda da visão. Grupos vulneráveis, como recém-nascidos, crianças e pessoas imunossuprimidas, têm maior risco de desenvolver formas graves.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com as lesões, mas também pode acontecer por gotículas respiratórias ou pelo uso compartilhado de roupas de cama e objetos pessoais. O contágio deixa de existir apenas quando todas as lesões estão cicatrizadas. O período de incubação pode variar até 21 dias.


