Pequim – O governo chinês classificou como “inaceitáveis” os ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que resultaram na morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei. O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou que a ação representa uma grave violação do direito internacional e pode mergulhar o Oriente Médio em um “abismo perigoso” de instabilidade.
Em conversa telefônica com o chanceler russo, Sergei Lavrov, Wang Yi destacou que o “assassinato flagrante de um líder soberano” e o incentivo à mudança de regime não podem ser aceitos pela comunidade internacional. Ele defendeu um cessar-fogo imediato e o retorno às negociações diplomáticas, rejeitando ações militares unilaterais sem aval da ONU.
Contexto regional
Os ataques ocorreram na madrugada de sábado e intensificaram a tensão já existente no Oriente Médio. Analistas apontam que a ofensiva pode ampliar o risco de um conflito regional mais amplo, envolvendo não apenas o Irã, mas também países vizinhos e potências globais com interesses estratégicos na região.
Repercussão internacional
Além da China e da Rússia, outros países têm manifestado preocupação com a escalada da violência. Organizações internacionais alertam que o episódio pode comprometer esforços de paz e agravar crises humanitárias já em curso.


