A Justiça do Rio de Janeiro decidiu revogar o livramento condicional do ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo assassinato da modelo Eliza Samudio em 2010. A decisão foi tomada após o ex-atleta viajar para o Acre sem autorização judicial, descumprindo uma das regras impostas para sua liberdade.
O que aconteceu
Bruno havia obtido o benefício do livramento condicional em fevereiro de 2026, o que lhe permitia cumprir o restante da pena fora da prisão, desde que seguisse condições específicas, como não deixar o estado sem autorização. No entanto, ao viajar para assinar contrato com um clube de futebol no Acre, violou essa exigência.
A decisão judicial
O juiz Rafael Estrela Nóbrega, da Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro, determinou a expedição de mandado de prisão e o retorno de Bruno ao regime semiaberto. O Ministério Público havia solicitado que ele fosse enviado ao regime fechado, mas o magistrado optou por manter o semiaberto. O mandado tem validade de 16 anos, cobrindo o restante da pena.
Impactos
- Esportivos: A assinatura com o clube do Acre foi inviabilizada pela decisão.
- Pessoais: Bruno também cancelou encontro com o filho, Bruninho Samudio, após a revogação da condicional.
- Sociais: O caso reacende debates sobre a reinserção de condenados por crimes graves e sobre a fiscalização das condições impostas pela Justiça.
Histórico do caso
Bruno foi condenado a 23 anos de prisão pelo homicídio de Eliza Samudio, crime que chocou o país e permanece como um dos mais emblemáticos da crônica policial brasileira. Desde então, sua trajetória tem sido marcada por tentativas de retorno ao futebol e por polêmicas relacionadas ao cumprimento da pena.


