Santos, 6 de abril de 2026 – O clima na Vila Belmiro foi de tensão após a reunião do Conselho Deliberativo que aprovou as contas do clube referentes ao exercício de 2025. Membros de uma torcida organizada aguardaram o presidente Marcelo Teixeira na saída para cobrar explicações sobre a renegociação da dívida milionária com Neymar.
O acordo com Neymar
O Santos reconheceu oficialmente uma dívida de aproximadamente R$ 90,5 milhões com a NR Sports, empresa da família do jogador. O contrato prevê pagamento parcelado até 2030, medida que, segundo a diretoria, evita ações judiciais e dá fôlego financeiro ao clube.
Aprovação das contas
- Resultado da votação: 109 votos favoráveis, 37 contrários e 1 abstenção.
- Dívida total: ultrapassa R$ 1 bilhão, conforme balanço oficial.
Apesar da aprovação, a insatisfação da torcida foi evidente, com críticas à falta de transparência e à condução da gestão.
Reação da torcida
Os torcedores exigiram:
- Transparência nos termos do acordo com Neymar.
- Diálogo mais aberto entre diretoria e torcida.
- Direção clara para enfrentar a crise financeira.
Resposta de Marcelo Teixeira
O presidente tentou conversar com os manifestantes, defendendo que o acordo era necessário para preservar a estabilidade do clube. Teixeira afirmou que a renegociação foi feita dentro da legalidade e com aval do Conselho.
Impactos
- Financeiros: endividamento bilionário compromete contratações e investimentos.
- Políticos: pressão da torcida pode influenciar futuras decisões internas.
- Esportivos: instabilidade administrativa ameaça o desempenho do time em campo.
O episódio reforça o desgaste da relação entre a gestão de Marcelo Teixeira e parte da torcida organizada. Embora o acordo com Neymar seja visto pela diretoria como solução para evitar maiores problemas jurídicos, para muitos santistas ele simboliza a profundidade da crise que ameaça o futuro do clube.


