Pontífice reafirma compromisso com a paz e diz que não teme o governo norte-americano
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a causar polêmica ao se comparar a Jesus Cristo em meio a uma série de ataques ao papa Leão XIV. Em publicação feita no domingo (12/4) na sua rede Truth Social, o republicano afirmou não ser “fã” do líder da Igreja Católica e acusou-o de ser “fraco no combate ao crime” e “péssimo para a política externa”.
“Não quero um papa que ache normal o Irã ter uma arma nuclear”, escreveu Trump, acrescentando que o pontífice seria “muito liberal” e estaria “cedendo à esquerda radical”.
O presidente ainda declarou que, assim como Cristo, estaria sendo perseguido injustamente por defender valores que considera corretos. As declarações foram repercutidas pelo jornal The Guardian.
Os ataques ocorreram após o papa Leão XIV, norte-americano, ter feito um apelo no sábado (11/4) para que Estados Unidos, Israel e Irã cheguem a um consenso capaz de pôr fim à guerra no Oriente Médio. O pontífice classificou o conflito como “loucura” e acusou os envolvidos de praticarem “idolatria por dinheiro”.
Na segunda-feira (13/4), ao desembarcar em Argel, capital da Argélia, o papa respondeu às críticas. Sem citar diretamente o presidente, afirmou que não pretende “entrar em debate”, mas reforçou que a mensagem do Evangelho não deve ser “deturpada”.
“Não tenho medo do governo Trump. Continuarei a me manifestar contra a guerra, defendendo a paz, o diálogo e as relações multilaterais entre os Estados”, declarou o pontífice diante de jornalistas.



