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O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia entrará em vigor provisoriamente em 1º de maio de 2026, após mais de 25 anos de negociações. A medida permitirá a aplicação imediata de reduções tarifárias e abertura de mercados, embora ainda dependa da ratificação definitiva pelos parlamentos nacionais e europeu.
Principais pontos do acordo
- Data de início provisório: 1º de maio de 2026.
- Blocos envolvidos: União Europeia (27 países) e Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai).
- Objetivo central: criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, abrangendo cerca de 780 milhões de pessoas.
- Redução de tarifas: eliminação ou diminuição significativa de tarifas sobre produtos agrícolas e industriais.
- Acesso a mercados: exportadores do Mercosul terão maior acesso ao mercado europeu, especialmente em carnes, açúcar e etanol.
- Contrapartida europeia: maior abertura para bens industriais e serviços, além de proteção a indicações geográficas (vinhos, queijos, etc.).
Controvérsias e desafios
- Europa: críticas de setores agrícolas, que temem concorrência desleal de produtos sul-americanos.
- Ambientalistas: apontam riscos de aumento do desmatamento na Amazônia e impactos ambientais ligados à expansão agroexportadora.
- Processo político: apesar da entrada provisória, o acordo precisa ser ratificado por todos os parlamentos nacionais da UE e do Mercosul, além do Parlamento Europeu. Isso pode levar anos e enfrentar resistência.
Impactos esperados
- Brasil: maior competitividade para produtos agrícolas e industriais, atração de investimentos e fortalecimento da posição internacional.
- UE: acesso ampliado a matérias-primas e mercados emergentes, além de reforço geopolítico em tempos de disputa comercial global.
- Mercosul: integração mais profunda com cadeias globais de valor e estímulo à modernização produtiva.
Pontos de atenção
- Ratificação política: risco de bloqueio em parlamentos europeus, especialmente França e Irlanda.
- Competitividade interna: produtores locais podem enfrentar desafios para se adaptar.
- Sustentabilidade: cláusulas ambientais serão monitoradas, mas há dúvidas sobre sua eficácia.


