Presidente Lula Foto: Reprodução/YouTube UOL
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que o governo não autorizou aumento nos preços da gasolina ou do diesel e acusou distribuidoras de praticarem reajustes indevidos. Em discurso durante agenda em São Paulo, Lula classificou a conduta como “ação criminosa” e disse que há “gente que gosta de tirar proveito da desgraça”.
Segundo o presidente, a Petrobras não anunciou oficialmente nenhum reajuste nos combustíveis. Apesar disso, consumidores têm relatado elevação nos preços nas bombas, o que, de acordo com Lula, seria resultado de práticas abusivas de agentes do mercado.
Contexto internacional e nacional
A fala ocorre em meio a uma crise internacional: o preço do barril de petróleo disparou de US$ 65 para US$ 120 devido a conflitos no Oriente Médio. Esse cenário pressiona os custos internos e aumenta a dificuldade de controle dos preços no Brasil.
Para conter os impactos, o governo anunciou a desoneração do PIS/Cofins sobre o diesel e Lula pediu aos governadores que reduzam o ICMS estadual sobre combustíveis, medida que ainda depende de decisão local.
Quem aumenta os preços?
- Petrobras: não houve reajuste oficial da gasolina.
- Distribuidoras: apontadas por Lula como responsáveis por aumentos indevidos.
- Mercado internacional: a alta do petróleo cria pressão real sobre toda a cadeia, mesmo com medidas fiscais do governo.
Impacto para consumidores
- O preço final pode variar conforme distribuidora e posto, mesmo sem reajuste oficial da Petrobras.
- O ICMS estadual continua sendo um dos principais componentes do valor na bomba.
- A crise internacional pode manter os preços instáveis, apesar das medidas de alívio fiscal.



