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Lula critica venda da Serra Verde a empresa dos EUA e alerta para riscos à soberania

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta semana a venda da mineradora Serra Verde, localizada em Goiás, para a norte-americana USA Rare Earth (USAR). O negócio, avaliado em cerca de US$ 2,8 bilhões (R$ 14 bilhões), envolve a exploração de terras raras — minerais estratégicos para setores como tecnologia, defesa e energia renovável.  

O que está em jogo

A Serra Verde opera a mina de Pela Ema, em Minaçu (GO), considerada a única mina de argilas iônicas em atividade no Brasil. O local produz elementos como disprósio, térbio e ítrio, fundamentais para a fabricação de semicondutores, turbinas e veículos elétricos.  

Com o acordo, a USAR passa a controlar a produção e já firmou contrato de fornecimento de longo prazo com entidades ligadas ao governo dos Estados Unidos, garantindo acesso exclusivo a parte significativa desses minerais.  

Críticas do presidente

Durante discurso, Lula classificou a operação como “uma vergonha” e acusou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, de “vender o Brasil”. Segundo o presidente, a concessão de exploração mineral é competência da União, e não dos estados.  

Ele também alertou para o risco de o país se tornar apenas exportador de matéria-prima, sem desenvolver tecnologia própria para agregar valor aos recursos estratégicos.  

Disputa global

A venda ocorre em meio à disputa geopolítica entre China e Estados Unidos pelo controle das terras raras. Atualmente, mais de 90% da produção mundial está concentrada na China, e os EUA buscam alternativas para reduzir a dependência.  

Reações e próximos passos

- Governo Federal: avalia medidas jurídicas para contestar o acordo.  

- Especialistas: defendem a criação de uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos para evitar perda de protagonismo.  

- Mercado: analistas apontam que a operação pode abrir caminho para novas aquisições de empresas brasileiras do setor.  

A venda da Serra Verde expõe um dilema central: atrair investimentos estrangeiros ou preservar o controle nacional sobre recursos estratégicos. Para Lula, o episódio simboliza uma ameaça à soberania, enquanto para os EUA representa um avanço na corrida global contra a China.  

Dárcio Nunes Alves

Dárcio Nunes Alves é radialista desde 1985 DRT 2444008678/86 SSP/SP,meu email:darcionunesalves@gmail.com

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