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Rejeição histórica no Senado: Jorge Messias fala após derrota

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Por Dárcio Alves 

Brasília – O Senado Federal protagonizou nesta quarta-feira (29) um episódio inédito na história republicana: pela primeira vez desde 1894, uma indicação presidencial ao Supremo Tribunal Federal (STF) foi rejeitada. O advogado-geral da União, Jorge Messias, escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, não obteve votos suficientes no plenário.

Após a decisão, Messias se pronunciou pela primeira vez. Em tom sereno, afirmou:  

"Sou grato aos votos que recebi. Acho que cada um de nós cumpre um propósito e eu cumpri o meu. Vim hoje, participei, me submeti a uma sabatina de coração aberto, de alma leve. Falei a verdade, o que penso, o que sinto. Agora, a vida é assim, tem dias de vitórias e dias de derrotas. Nós temos que aceitar. O Plenário do Senado é soberano."

O advogado-geral destacou que o episódio faz parte do processo democrático: “Saber ganhar e saber perder é essencial. Não é simples para alguém de minha trajetória passar por uma rejeição, mas isso também tem significado.”

Messias agradeceu ao presidente Lula pela confiança e disse não encarar a derrota como um fim: “A história não acaba aqui. Isso é apenas uma etapa da minha vida.”

Bastidores da votação

A rejeição foi resultado de intensa articulação política. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, trabalhou nos bastidores para consolidar a derrota da indicação. Segundo apuração de jornalistas, Alcolumbre chegou a confidenciar a aliados que o dia seria “histórico”.

Significado político

O episódio abre um precedente raro e coloca em evidência a relação entre Executivo e Legislativo. A recusa da indicação de Messias pode ser interpretada como um recado político ao governo Lula e como demonstração da força do Senado em momentos decisivos.


Dárcio Nunes Alves

Dárcio Nunes Alves é radialista desde 1985 DRT 2444008678/86 SSP/SP,meu email:darcionunesalves@gmail.com

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