Médicos no Ceará estariam sofrendo pressão para confirmarem mortes de pacientes como suspeitas de coronavírus

(Foto: Miguel SCHINCARIOL / AFP)
O Sindicato dos Médicos do Ceará entrou com Pedido de Providência, nesta quarta-feira, 13, para que o Ministério Público do Estado (MPCE) abra investigação sobre denúncias de que médicos estariam sendo pressionados a classificar mortes como “suspeitas do novo coronavírus”. A ação, divulgada pela entidade por meio de nota nesta quarta-feira, 13, ocorre após o deputado estadual André Fernandes (PSL) ter acusado o Secretário da Saúde do Ceará, Dr. Cabeto, de pressionar médicos a fraudarem laudos de óbitos para “inflar estatísticas” do novo coronavírus.
De acordo com informações da nota, a entidade estaria recebendo denúncias de que profissionais em atuação no Estado sofrem pressão, por meio de ameaças realizadas de “formas explícitas e veladas”, para atestarem óbitos que ocorrem nas unidades de atuação como em possível decorrência da Covid-19. Estaria ainda sendo inviabilizada a possibilidade de os médicos realizarem “exames mais precisos” antes de confirmarem a causa de morte do paciente.
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Além do pedido de investigação, o sindicato solicitou que o MPCE criasse um “canal de comunicação específico aos médicos” para permitir que os profissionais possam relatar casos dessa natureza. De acordo com nota, o canal também serviria para que os médicos apresentem, por videoconferências ou outras formas virtuais, provas materiais.
O Ceará possui 19.156 casos confirmados, 1.389 mortes e 9.796 pessoas recuperadas de Covid-19. Os números foram atualizados na plataforma IntegraSUS, da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), hoje, 13 de maio (13/05), às 17h57min. Foram 744 novos casos e 109 mortes a mais que o registrado ontem.
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