Lula assina decreto que regulamenta a TV 3.0: Brasil entra na era da televisão do futuro


Brasília, 27 de agosto de 2025 — Em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira o decreto que regulamenta a TV 3.0, marcando o início de uma nova geração da televisão aberta e gratuita no Brasil.

O que é a TV 3.0?

A TV 3.0 representa uma revolução na forma como os brasileiros consomem conteúdo televisivo. Integrando transmissão tradicional com recursos da internet, o novo sistema permitirá:

- Imagem em altíssima definição: conteúdos em 4K e até 8K, com tecnologia HDR.

- Som imersivo: o telespectador poderá escolher entre diferentes fontes de áudio, como o microfone do cantor ou o som da plateia.

- Interatividade avançada: será possível voltar programas, votar em reality shows, conversar com outros espectadores e até comprar produtos diretamente da tela.

- Interface por aplicativos: as emissoras terão seus próprios apps nas Smart TVs, abandonando o sistema de canais por número.

A fase preparatória será concluída em 2025, com as primeiras transmissões previstas para a Copa do Mundo de 2026. A implementação será escalonada, começando pelas grandes capitais, e deve levar até 15 anos para cobrir todo o território nacional.

- A TV continuará gratuita e aberta, mas quem quiser aproveitar os recursos da TV 3.0 poderá adquirir conversores compatíveis com o novo padrão.

- O governo estuda políticas públicas para facilitar o acesso aos equipamentos, como ocorreu com o programa “Seja Digital” na transição para a TV digital.

Durante o evento, o ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filho, destacou que a TV 3.0 é uma questão de soberania nacional e inclusão digital. “A televisão continua sendo o principal meio de comunicação do país. Agora, ela se moderniza para servir melhor à população brasileira”, afirmou.

Representantes das principais emissoras do país, como Globo, Record, SBT e Band, estiveram presentes e celebraram o avanço tecnológico. Márcio Novaes, presidente da Abratel, classificou o momento como “histórico” e ressaltou que a nova tecnologia poderá chegar até aos celulares, sem consumir dados móveis.


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