Morre Lindomar Castilho, cantor marcado pelo bolero e por um crime que chocou o Brasil

Foto: Reprodução 

O Brasil se despediu neste sábado (20/12) de Lindomar Castilho, o chamado Rei do Bolero, que faleceu aos 85 anos. A notícia foi confirmada pela filha do artista, Lili De Grammont, em publicação nas redes sociais. A causa da morte não foi informada.  

Sucesso e tragédia

Lindomar Castilho construiu uma carreira sólida a partir dos anos 1960, tornando-se um dos grandes nomes da música romântica brasileira. Canções como Você é Doida Demais e Eu Vou Rifar Meu Coração o consagraram como intérprete apaixonado e popular.  

Mas sua trajetória artística ficou para sempre marcada por um episódio trágico. Em 1981, o cantor foi preso após assassinar a ex-esposa, a também cantora Eliane de Grammont, durante uma apresentação em São Paulo. O crime, motivado por ciúmes, teve grande repercussão nacional e impulsionou debates sobre violência contra a mulher.  

Prisão e condenação

- Castilho foi condenado a 12 anos de prisão.  

- Cumpriu quase sete anos em regime fechado e o restante em regime semiaberto.  

- O caso se tornou símbolo da luta contra o feminicídio no Brasil, dando força ao movimento feminista da época, que popularizou o lema “Quem ama não mata”.  

Legado ambíguo

Ao mesmo tempo em que deixou uma obra musical que atravessou gerações, Lindomar Castilho também carregou o peso de um crime que jamais foi esquecido. Sua morte reacende a memória de uma carreira marcada por grandes sucessos, mas também por uma tragédia que mudou a forma como o país discute violência doméstica.  

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