Foto: Edição BDA
Brasília – O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta quarta-feira (25) os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão a 76 anos e três meses de prisão pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018. A decisão foi unânime entre os ministros da Primeira Turma da Corte, que reconheceram os dois como mandantes do crime.
Além da pena de prisão, os condenados terão de pagar R$ 7 milhões em indenização às famílias das vítimas e perderão suas funções públicas, tornando-se inelegíveis. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, destacou que o assassinato teve motivação política, com conotação racista e misógina, e representou um ataque direto à democracia.
Durante o julgamento, familiares e amigos de Marielle acompanharam emocionados a sessão. A ministra Anielle Franco, irmã da vereadora e atual ministra da Igualdade Racial, expressou alívio com a decisão, afirmando que “a justiça finalmente respondeu à pergunta que ecoava no Brasil e no mundo: quem mandou matar Marielle?”.
O ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, também réu no processo, foi absolvido da acusação de homicídio, mas condenado a 18 anos de prisão por corrupção e obstrução de justiça.
A condenação marca um desfecho histórico para um dos casos mais emblemáticos da política brasileira recente, encerrando quase oito anos de espera por respostas e responsabilização.


