País parou de crescer e vida dos cidadãos piorou, critica Campos
Foto: Betto Jr/ Ag Haack/ Bahia Notícias
O
ex-governador de Pernambuco e pré-candidato à Presidência da República,
Eduardo Campos (PSB), disse nesta quarta-feira (23), em Cascavel (PR),
que a sociedade brasileira exige mudanças e que não identifica em suas
andanças pelos estados pessoas que consideram que mais quatro anos do
governo Dilma Rousseff (PT) farão bem ao país. Ele se posicionou como
uma alternativa nas eleições deste ano. Campos cumpriu uma agenda
recheada de compromissos em Cascavel, que é um dos polos do agronegócio
no Estado, com empresários, líderes partidários e prefeitos. Em
entrevista na sede da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná
(Amop), o ex-governador disse que o Brasil "percebe que as mudanças
pararam de acontecer, os ganhos cessaram e a vida começou a piorar para
todos". "Em três anos tivemos o menor crescimento do país. A sociedade
já tomou a decisão que quer mudar e 70% nas pesquisas já dizem que
desejam mudança", afirmou. O ex-governador disse que é hora de unir as
forças e que a sua candidatura - que tem como pré-candidata a vice,
Marina Silva - é uma alternativa e voltou a criticar o modelo petista.
"O Brasil precisa de um governo que aproveite os acertos, e não
desmanchar tudo que é o comum. Vamos quebrar o pacto político que está
em Brasília. Nós vamos subir a rampa e vai descer àquela turma que está
lá de costas para o Brasil. Não vamos governar com aquelas velhas
raposas que estão lá roubando o sonho do povo brasileiro de construir
uma nação melhor. É insustentável esse padrão político brasileiro, com
39 ministérios que os partidos chamam de seus. Vamos fazer de outro
jeito", afirmou, mas sem se aprofundar sobre o assunto. Ele garantiu que
chapa socialista já está definida e que ela será homologada nas
convenções do PSB em junho. "Estamos em outra etapa, que é a construção
do programa de governo, ouvindo as lideranças políticas, militantes,
entidades de classe. É um programa que vem do Brasil real porque eu e
Marina teremos essa tarefa que é tirar esse programa de papel e colocar
para o povo brasileiro". Campos também foi questionado sobre o pedido da
oposição junto ao Supremo Tribunal Federal para a criação de uma CPI
exclusiva da Petrobras. Ele não considera o pedido uma "intervenção" do
Judiciário. "O próprio Legislativo fez a demanda à Justiça. Se alguém
procura o Poder Judiciário cabe a ele se pronunciar", afirmou.
Agência Estado